25 de dezembro de 2009

Restraining Order

Há o equivalente por terras portuguesas?
É que preciso de uma coisas dessas... aliás, preciso de 5 coisas dessas.
Então não é que estou eu descansadinha a jantar com os meus pais no dia de Natal e tocam à campainha. Pensámos todos que era o gaiato que se tinha arrependido e afinal vinha passar o Natal com a famelga.
Lá vou eu à porta, toda lampeira e quem é que está do outro lado? O João.
Obviamente que levou com um muito mal-humorado "Mas o que é que estás aqui fazer?".
Tinha vindo trazer as prendas aos meus pais.
Sim, leram bem.
O mesmo fuínha que me ofereceu uma única prenda durante os 3 anos que namorou comigo ( e esse evento único aconteceu no meu primeiro aniversário, quando ainda lhe interessava cair nas boas graças do meu pai, sacana) estava ali, 3 meses depois de eu o pôr a andar da minha vida, com prendas para os meus pais.
O meu primeiro pensamento foi o quão agradável seria dar-lhe com a coroa de Natal nos cornos mas nessa altura já o meu pai tinha vindo ver porque é que o Guilherme não entrava.
Não entrava paizinho, porque não era o Guilherme, era o João e se ele entrasse eu saia.
Lá se desfez o abutre em salamaleques. Que queria agradecer toda a ajuda que o meu pai lhe tinha dado e que apesar de as coisas entre nós não terem corrido bem (grande, grande eufemismo) que o ia ter sempre em grande estima e o considerava um grande amigo.
O meu pai agradeceu, pegou no saco, desejou-lhe um bom natal amistoso e fechou a porta.
Quando eu lhe bufei, sim, que eu bufei ele encolheu os ombros e disse-me " Ju, se o tipo é um sacana não há mal nenhum em lhe ficarmos com os presentes" e riu-se. Daquelas gargalhadas que o meu pai dá que abanam a casa toda.
Eu gostava de conseguir ver as coisas como ele, mas tudo o que tenha alguma coisa a ver com aquele homem dá-me a volta ao estômago.


1 comentário:

Voador disse...

Mas então... se era Natal e ele tinha cornos, não seria a rena Rudolfo, do Pai Natal